Techonlogy

domingo, 16 de março de 2014

O anjo e a menina.

Ninguém olhava pra ela. Todos zombavam dela, implicavam com a pobre menina, ela era uma adolescente normal como qualquer outra, mas para o mundo de fora, e para o mundo dela, ela era de outro mundo. Por causa disso ela pensava que a vida não tinha nenhum sentido, sua mãe e seu pai brigavam o tempo inteiro, o que só aumentava nela a sensação de insignificância, pois acreditava que o desentendimento de seus pais era por culpa dela. "A minha vida precisa acabar, na verdade nunca começou", era o que pensava. Todos os dias se cortava. Achava que a dor física pudesse aliviar a dor interior, mas nada resolvia. Um dia estava disposta, a acabar com aquele sofrimento, pegou uma faca, se trancou no banheiro, olhou para o espelho, e disse que naquele momento se livraria da dor de viver. Se preparou, segurou a faca e quando foi enfiar contra o seu coração, alguém segurou seu braço, mas era alguém invisível. Ela não entendia, pois não via ninguém, mas sabia que alguém estava ali. Ela fechou os olhos, e quando abriu, viu um anjo enorme, e incrivelmente belo, cercado por uma intensa luz. Ele disse: 
_  Não faça isso menina, existe alguém que te ama. 
_  Ninguém me ama! - com tristeza respondeu. 
_ Deus, o Criador, e o céu inteiro, ama você, e estamos olhando, e torcendo por você. 
_ Não faça isso! - mais uma vez disse o anjo. 
_ Mas por que estou aqui, não quero mais viver. 
_ Viva o seu presente! 
_ Que presente?- perguntou ela.
_ Sua vida! Não se culpe, não viva guiada por um sentimento de desprezo, você nunca será desprezada por Deus. Ele te criou, te deu vida, e Ele não errou quando te criou, por que Ele não erra. Você NÃO é um erro. 

Naquele momento algumas lágrimas caíram de seus olhos, e a faca também. A menina pela primeira vez estava feliz. Ela fechou os olhos e quando abriu viu que o  anjo não estava mais lá, mas ela sabia que suas palavras nunca mais iriam sair de seu coração. "Eu não sou um erro! Minha vida tem sentido", repetia ela. Agora ela havia encontrado a paz. 

Por 
Nicolas C. Sales 

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